quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Troubled souls

I friend of mine told me this today.

He has a friend who called asking for help.

He had come home to tell his 93-year-old grandmother he had graduated.

She had helped him to pay the tuition.

When he arrived at her home, he found her unconscious on the ground.

His 70-year-old father, who lives with her, was sleeping, drunk, at the sofa.

He took the grandmother to the hospital.

After a week, she died.

His father had disappeared.

In the meantime, the young man buried his grandma.

His father showed up a week later, completely drunk.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

From his window


From his window he sees a dark layer between the blue sky and the skyscrapers.

So he goes downstairs and inhales the dark smoke.

People on the sidewalks, buses on the streets.

His head hurts.

He takes an aspirin and stares at the people for a while.

Then he goes back to his office.

From his window he sees a dark layer between the blue sky and the skyscrapers. 

Gorbachev and the taxi driver

In Moscow, I tell the taxi driver that I'd like to interview Mikhail Gorbachev.

Taxi driver: "Gorbachev? That piece of shit. He could have ended communism, but he didn't have to collapse the country!"

domingo, 5 de agosto de 2012

Se Quiser Umas Moças, É Só Ligar

Estive rapidamente em Brasília.


No hotel em que me hospedei, o sujeito que carregou minhas malas até o quarto me ofereceu umas moças. 


Disse que era só ligar que elas vinham.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

"O Mundo Seria Pior Sem O Domínio Dos EUA"

Entrevista que fiz com Robert Kagan para a revista Época.


ROBERT KAGAN - 29/04/2012 17h19
TAMANHO DO TEXTO

Robert Kagan: "O mundo seria pior
sem o domínio dos EUA"

O assessor de política externa de Mitt Romney e expoente do pensamento conservador americano diz que o declínio da superpotência é um mito

CARLOS ALBERTO JR., DE WASHINGTON
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Comentários
INFLUENTE O historiador americano Robert Kagan em Washington. Suas opiniões repercutem tanto do lado republicano quanto do democrata (Foto: Brooks Kraft/Corbis/Latinstock)
Não só os republicanos são influenciados pelas ideias de Robert Kagan, de 53 anos. O historiador americano é um dos gurus do neoconservadorismo e assessora a campanha presidencial de Mitt Romney, provável candidato do partido. Mas seu último livro, The world America Made (O mundo que os Estados Unidos fizeram, sem previsão de lançamento no Brasil), também foi lido e comentado pelo presidente Barack Obama, o rival democrata
nas eleições de novembro. Na obra, Kagan refuta a ideia de que os EUA vivem um declínio gradual, um tema que Romney tenta explorar ao associar essa visão pessimista à política externa de Obama – e o presidente tentou usar o livro exatamente para rebater os republicanos. De Washington, Kagan disse a ÉPOCA que o Brasil merece uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas e não vê a China em condições de suplantar a supremacia americana.

ÉPOCA - Como é este mundo que os Estados Unidos “fizeram”? 
Robert Kagan -
 Um mundo bagunçado... (Risos.) Digo no livro que o mundo certamente não é perfeito e os Estados Unidos não o fizeram sozinhos, obviamente. Mas, se você pensar sobre a ordem mundial que existe desde o fim da Segunda Guerra Mundial, esse é basicamente um período de predominância americana. Comparada a outros períodos do passado, essa ordem tem algumas qualidades especiais. O primeiro ponto que destacaria é que tem sido mais próspera para o mundo inteiro que qualquer outra na história humana. O
Produto Interno Bruto (PIB) global tem crescido cerca de 4% ao ano, principalmente fora dos Estados Unidos e da Europa. Ao longo da maior parte da história do planeta, o crescimento do PIB mundial foi nulo ou em torno de 1%. O resultado é que 4 bilhões de pessoas ao redor do mundo saíram da pobreza. O segundo ponto é que houve enorme crescimento no número de democracias no mundo. Em 1939, às vésperas da Segunda Guerra, havia provavelmente dez democracias. Agora, há cerca de 120. Quero deixar claro que isso não aconteceu porque os EUA estão sempre espalhando democracia por aí. Sabemos, particularmente na América Latina e em outras regiões, que os EUA apoiaram ditaduras e ainda apoiam. Mas, na maioria das vezes, nosso poderio produziu mais democracias. O terceiro ponto é que não houve guerras entre grandes potências. Não tenho certeza se isso vai durar para sempre,mas temos um longo período de paz entre as potências. E, mais uma vez, apenas para deixar claro: isso não significa que não haja guerras nemque os EUA não tenham iniciado uma série de guerras por conta própria. Mas não houve aquele tipo de guerra cataclísmica.

ÉPOCA - O declínio americano é um mito ou é apenas imperceptível pela ausência de outras potências interessadas em assumir o lugar dos EUA?
Kagan -
 A cada dez ou 15 anos, os americanos e talvez outros ao redor domundo passam por essas fases de acreditar que os EUA, finalmente, estão em declínio.Os EUA atravessam uma recessão que obviamente fortalece tal visão.Mas, se você olhar as medidas básicas de poder militar ou econômico, os EUA estão numa posição muito especial, e seu competidor mais provável, que todo mundo aponta como sendo a China, tem muitas dificuldades para suplantar ou mesmo se equiparar.

ÉPOCA - Por que os americanos então têm tanto receio da China? Que tipo de mundo teríamos se a China fosse a superpotência?
Kagan -
 Os americanos se preocupam como surgimento de qualquer outra potência. Lembre-se de como os EUA ficaram preocupados na década de 1980 e início dos anos 1990, quando havia vários filmes sobre os japoneses assumindo o controle do país. Eles chegaram a comprar o Rockefeller Center (famoso complexo de prédios comerciais em Nova York). Antes deles, a preocupação era a União Soviética. Os americanos têm uma tendência a se preocupar com qualquer um que pareça ser o próximo competidor. É preciso
entender que um mundo dominado pela China não seria este mundo. Poderia ter outras qualidades, mas não teria essas que conhecemos. Em primeiro lugar, a China não é um governo liberal e não acredita em economia liberal. Tem um sistema capitalista, mas de capitalismo estatal. É pesadamente dirigida pelo Estado. O objetivo da ordem econômica chinesa é manter o governo, ou pelo menos o partido, no poder. A maneira como a China se move no cenário internacional é um pouco diferente do simples capitalismo de livre mercado porque o país possui basicamente empresas estatais. A pergunta a fazer é se a China
continuaria a apoiar o livre-comércio global do qual todos nos beneficiamos se fosse a potência número um. A ironia é que a China também se beneficia desse sistema. Outro
ponto que destaco no livro é que esse livre mercado é raro na história mundial. Aconteceu apenas duas vezes: durante o domínio britânico no século XIX e depois da Segunda
Guerra, com a supremacia dos EUA.

ÉPOCA - Então o mundo seria pior comuma China dominante? 
Kagan -
 O mundo seria pior com uma China dominante, mas não porque a China seja necessariamente o demônio. Apenas porque o mundo que desfrutamos atualmente
é muito característico e difícil de reproduzir por causa de certas qualidades que, num mundo multipolar, não poderíamos repetir.

ÉPOCA - Mesmo o candidato republicano Mitt Romney, do qual o senhor é um dos principais assessores, diz que os EUA não serão mais vistos como uma nação em declínio se ele for eleito... 
Kagan -
 Ele tem alertado que o presidente Barack Obama está conduzindo a América para o declínio.

ÉPOCA - Romney não consegue convencernemseu próprio partido de que é o melhor candidato.Comoele poderá então convencer o resto do mundo de que seu país não está mais frágil? 
Kagan -
 Aconteceu um aspecto muito peculiar nesse processo das primárias republicanas.Uma pequena percentagem dos eleitores republicanos que votam nas primárias, que representa uma parcela muito pequena do total de eleitores republicanos e ainda muito menor do total de eleitores americanos, decidiu que Romney não era conservador o bastante para eles, que era necessário ir atrás de algum herói conservador. Mas isso não significa que Romney não conseguirá os votos. Ele obterá enorme apoio do Partido Republicano. Haverá uma tremenda unidade partidária. Ele também conseguirá muito apoio entre os eleitores independentes, que têm mudado de lado nas eleições mais recentes. Em 2008, Obama conquistou o voto dos independentes.
Em 2010, nas eleições legislativas, os republicanos levaram os votos dos independentes. Romney está em boa posição para conseguir o apoio deles novamente.

ÉPOCA - Então o que Romney precisa fazer para vencer Obama é conquistar o voto dos independentes?
Kagan -
 Claro, pegar os independentes. É assim que se vence eleições hoje em dia. 

ÉPOCA - Quais são seus conselhos a Romney sobre comolidar com o Brasil e os outros países da América Latina, como Cuba? 
Kagan -
 O mais importante, pelo menos como primeiro objetivo, é aprovar os acordos comerciais com a região que não avançaram nos últimos anos. O comércio é o elemento
mais importante da relação. O hemisfério ocidental está se tornando quase autossuficiente em energia. Todo mundo reconhece esse fato. Romney reconhece que o Brasil também
desempenha papel crítico no mundo e temde ser um parceiro importante dos EUA, assim como Indonésia e Índia. Em relação a Cuba, é fácil dizer: “Vamos suspender o embargo e
seguir em frente”. O problema é que não estou convencido de que o governo cubano, mesmo hoje, queira fazer o tipo de reformas que considero essenciais para os cubanos. E, mesmo se você acabar como embargo, o governo estará no controle. Todo mundo tem essa imagem de que, se você suspender o embargo, capitalismo e liberdade inundarão Cuba. Mas nãoé assim que as coisas funcionam.

ÉPOCA - Mas qual a diferença em relação à China?
Kagan -
 Não é diferente. Diria que a China é o seu pior argumento. Se o argumento é que para ter liberdade em Cuba é necessário suspender o embargo, a China provou que isso não funciona. Não há muito mais liberdade na China hoje do que quando eles se tornaram membros da Organização Mundial do Comércio. A China é um governo autocrático.

ÉPOCA - Mas não se aplica um embargo à China por causa do tamanho do país, do seu poder econômico e militar.
Kagan -
 O embargo contra Cuba é uma anomalia histórica, eu concordo com você. Não é normal. A questão é: como você se movimenta em relação à suspensão do embargo? A melhor política que eu já vi para esse caso foi formulada ainda no primeiro governo  de George W. Bush (2001-2009). Era um tipo de escada, passo a passo. Os EUA fazem X, o governo cubano faz Y em termos de reformas internas. Aí os EUA dão o próximo passo e você avança de forma que haja confiança dos dois lados. O problema é que, sim, há sensibilidades políticas nos EUA, mas não tem havido receptividade do governo cubano nem sequer em se seguir por este caminho. Espero honestamente pelo dia em que haverá uma mudança em Cuba. Da mesma forma que aconteceu em Mianmar recentemente. Os EUA tinham um embargo econômico total em relação a Mianmar. Quem deu o primeiro passo? Mianmar. Eles disseram: ‘nós teremos eleições, seremos um pouco mais justos e vocês fazem X’. E foi o que aconteceu. Eles tiveram eleições e nós estamos aliviando algumas sanções. Qualquer líder cubano sabe que o acordo está lá. Qualquer líder cubano sabe que, no minuto em que disser, ‘OK, estamos prontos para começar a fazer reformas’, isso vai levar à redução e posterior suspensão do embargo econômico americano. Simples assim. Esse caso tem sido tratado como um problema americano, mas é um problema cubano.
ÉPOCA - Então um eventual governo Romney irá aguardar o que Cuba tem a oferecer?
Kagan -
 Obviamente. Eles têm a resposta. Eles têm a chave. Todo mundo sabe o que aconteceria se eles se comprometessem com uma reforma política.

ÉPOCA - Em relação ao Oriente Médio, Israel é uma ameaça à paz mundial, como escreveu recentemente o escritor alemão Günter Grass? Qual a possibilidade de um ataque dos EUA e de Israel ao Irã e quais seriam as consequências?
Kagan -
 O Irã é a ameaça. Obviamente que a aquisição de armas nucleares pelo Irã é a possibilidade mais perigosa. É totalmente irracional e, honestamente, não vejo grande benefício para o povo iraniano em ter uma arma nuclear. A menos que você pense que eles querem um assento no Conselho de Segurança (risos).
ÉPOCA - O senhor acha que, se eles desenvolverem armas atômicas, vão usá-las contra Israel?
Kagan -
 Não necessariamente, mas te direi o que acontecerá quando eles conseguirem. Meia dúzia de outros países na região também vão obter armas nucleares e você terá um Oriente Médio completamente nuclearizado. Se você acha que este será um mundo mais seguro do que o atual, eu não concordo. A Turquia poderá ter armas nucleares, a Arábia Saudita poderá ter armas nucleares. Um mundo em que há 30 ou 40 estados nucleares não é o mundo em que eu particularmente gostaria de viver. Se eu acho que Israel e os EUA vão atacar o Irã? É possível. Seria uma confusão. Mas você precisa se perguntar: comparado a quê? Também será uma confusão se o Irã obter armas nucleares. Qual das duas confusões você prefere?
ÉPOCA - Os EUA exigem que outros países respeitem os direitos humanos, mas nunca reconheceu o Tribunal Penal Internacional e nem a Corte de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. Como é possível lidar com tal dilema: exigir que outros cumpram algo que vocês ignoram?
Kagan -
 Os soldados americanos que violam direitos humanos são punidos nos EUA.
ÉPOCA - Mas não em um tribunal internacional.
Kagan -
 Não em um tribunal internacional, e eu acho que todo mundo sabe a razão pela qual os EUA ficam nervosos com a possibilidade de se sujeitar ao Tribunal Penal Internacional: vai sofrer abusos. Os EUA estão preocupados porque haverá abusos ao irem atrás de soldados americanos, tenham eles cometido violações de direitos humanos ou não, porque qualquer um pode apresentar um caso. Sempre achei que há uma ótima solução para isso se as pessoas não fossem tão extremistas em ambos os lados. Minha proposta seria oferecer aos EUA um período de cinco ou dez anos de imunidade para verem como o sistema funciona. Se vários países querem persuadir uma grande potência a aderir a um sistema, precisam persuadi-la, têm que convencer essa nação poderosa de que, mesmo que ela não queira, ela deve entrar no sistema. A preocupação dos EUA é compreensível. O que o resto do mundo deveria fazer é tentar acalmar os temores americanos, e não gritar conosco. Se fosse a China, as pessoas diriam que é preciso facilitar a entrada do país na ordem mundial e provar aos chineses que é do interesse deles etc. Por que não pensam da mesma forma em relação aos EUA? Os EUA precisam ter assegurado que podem entrar nesse sistema sem sofrer abusos. Dê aos EUA um período probatório de dez anos e veja o que acontece.
ÉPOCA - Mas ninguém quer isso.
Kagan -
 Porque as pessoas que apoiam o Tribunal Penal Internacional são muito extremistas. Eles precisam fazer concessões. Eles querem julgar Donald Rumsfeld (secretário de Defesa dos EUA no governo George W. Bush), que não pode pisar em solo belga, esse tipo de coisa. Você pode adotar essa posição, mas não espere que os EUA concordem. E o problema é que os EUA não têm que concordar. Se você quer que os EUA façam isso, precisa encontrar uma forma de atraí-lo.
ÉPOCA - O presidente Barack Obama leu e fez comentários sobre o seu livro. Qual a sensação de ser lido pelo presidente da República?
Kagan -
 Fico muito satisfeito que o presidente tenha lido e gostado do meu livro. Os democratas, em geral, têm reagido favoravelmente.   
 
ÉPOCA - Que papel o Brasil pode exercer no cenário global? 
Kagan -
 O Brasil pode desempenhar um papel muito importante porque é uma democracia vibrante e uma economia bem-sucedida. Ao contrário de outras potências emergentes, como a Índia, o Brasil não tem qualquer rivalidade estratégica em particular para se preocupar. Ao contrário também da Turquia, o Brasil não está cercado por algumas
das vizinhanças mais perigosas do mundo. O momento é realmente oportuno. Mas, em termos de política externa, o país precisa determinar que identidade pretende ter. Há duas vertentes.Uma relaciona-se com a questão Norte-Sul, porque todo país latino-americano tem um ressentimento compreensível em relação ao poder do Norte.O Brasil quer se diferenciar dos EUA e talvez isso explique a relação excessivamente amigável com Mahmoud Ahmadinejad (presidente do Irã) e com outras pessoas como ele. A segunda vertente reflete a existência de uma economia avançada, moderna e democrática. Gostaria de ver o Brasil se comportando no palco internacional como uma grande potência democrática, não necessariamente como um anti-imperialista pós-colonial numa época em que isso já não é relevante. Estava um pouco preocupado como caminho para o qual o ex-presidente Lula levava o país. Ele não serviu aos interesses do Brasil muito bem ao lidar com o Irã.

ÉPOCA - No caso do Irã, não é melhor manter boas relações com seu governo até para que se possa exercer alguma influência? 
Kagan - 
Se a influência for benéfica, sim, mas, se essa relação for usada para impedir o isolamento internacional... Todos concordam que o Irã tem de se sentir isolado para fazer
concessões. Se perceber que tem amigos como o Brasil ou a Venezuela, não se moverá. 
ÉPOCA - O que o Brasil precisa fazer para ser aceito no Conselho de Segurança das Nações Unidas? 
Kagan -
 Os EUA não são um obstáculo à ampliação do Conselho de Segurança. Eu seria favorável à expansão, que deveria incluir Brasil, Índia, Japão e outras nações. No momento em que tomamos esse caminho, porém, os chineses se opõem. Além disso, os três europeus (Reino Unido, França e Alemanha) deveriam ocupar um assento único reservado à União Europeia (hoje há duas cadeiras, ocupadas por Reino Unido e França), mas os próprios europeus se opõem a isso também.

ÉPOCA - Como a eventual conclusão do submarino nuclear pelo Brasil pode afetar o equilíbrio de poder regional e internacional?
Kagan - 
Não sei. Mas a pergunta que permanece, e para a qual eu não tenho a resposta, é: que efeito o crescimento do Brasil terá sobre as outras potências da região? Os outros países ficam preocupados com isso? É normal. Se você pensar sobre qualquer situação regional em que uma nação se torna muito mais forte do que as outras, a resposta normal dos outros é ficarem preocupados. Acho que a tarefa do Brasil será crescer sem representar uma ameaça, ajudar os outros países da região, ser um porta-voz e um parceiro confiável para os vizinhos.          

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